
Nota oficial da OAB-PR em apoio ao golpe contra Dilma causa quiproquó entre os advogados. Gestão do presidente Juliano Breda, de acordo com comunicado, vai publicar anuncio pago a favor de tucanos. Por que a autarquia federal também não declarou democrática e justa a manifestação desta sexta 13?
A “endireitada” da OAB-PR causou “espécie” e “racha” entre os advogados paranaenses expressos pelo posicionamento dos profissionais como Tarso Cabral Violin, que é blogueiro, e o “Advogado dos Pobres”, Mesael Caetano Dos Santos.
“Vários dirigentes do mais alto escalão da entidade são contrários à posição golpista da entidade, o que nos dá uma luz no final do túnel”, relata Tarso em seu blog. Ele espera que OAB nacional não repita “o mesmo erro” da seccional do Paraná.
Para o “Advogado dos Pobres”, a crise moral que passa a politica brasileira não deve cair simplesmente sobre a presidente da Republica, pois, segundo ele, “a classe politica e o povo brasileiro sabem que todo esse jogo, não passa da luta pelo poder”.
“Qualquer busca pelo poder fora do jogo democrático, é golpe de quem não aceita o resultado das urnas. Não podemos aceitar que forças estranhas a regras do processo democrático interfiram na nossa jovem democracia”, afirmou Mesael, contraditando com a OAB-PR.
Por que a OAB-PR do Dr. Juliano Breda não põe fim nesse mal-estar e também lança uma nota oficial em apoio ao direito à manifestação cívica e democrática contra a corrupção no governo Beto Richa, nesta sexta 13? Por quê?
A seguir, leia a íntegra da nota oficial da OAB-PR:
OAB Paraná defende manifestação cívica e democrática contra a corrupção
A OAB Paraná divulgará no próximo sábado (14), nos veículos de comunicação do estado, um manifesto contendo o posicionamento da entidade em relação às manifestações previstas para o dia 15 de março. A OAB Paraná defenderá uma cruzada da sociedade em favor da ética e do combate implacável à corrupção.
O movimento popular deve ser no sentido de exigir das autoridades constituídas rapidez na apuração das denúncias, punição rigorosa de todos os envolvidos e adoção de medidas de austeridade que levem a resultados práticos e imediatos capazes de estancar o desvio de recursos públicos. A Ordem defende também que o movimento seja pacífico, democrático e respeite a Constituição.
O posicionamento oficial da Ordem dos Advogados foi aprovado em sessão do Conselho Pleno da entidade, na última sexta-feira (6), no sentido de orientar a advocacia paranaense. Segundo entendimento do conselho, as autoridades que forem denunciadas em ação penal devem se licenciar dos cargos durante a tramitação dessas ações, a fim de permitir o regular funcionamento dos órgãos que dirigem e a apuração completa dos fatos.
Para os dirigentes da OAB, a corrupção endêmica instalada no país está gerando um estado de descrédito das instituições, sendo indispensável neste momento de crise que o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal, as corregedorias e todos os órgãos de fiscalização tragam respostas rápidas e efetivas à sociedade brasileira, consagrando o princípio constitucional da moralidade na administração pública.
De acordo com a OAB, as manifestações populares devem ser encaradas como uma expressão natural do regime democrático e não podem transigir com as históricas conquistas da redemocratização do país. A OAB conclamará a população para que as manifestações do próximo dia 15 se desenvolvam de forma cívica, ordeira e democrática, sem atos de vandalismos ou extremismos, para que não se descaracterize o verdadeiro sentimento da nação brasileira.
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