terça-feira, 30 de setembro de 2014
Ministro suspende propaganda de Marina por ofensa à Dilma e ao PT
Em
decisão individual, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman
Benjamin deferiu liminar para suspender propaganda eleitoral da Coligação
Unidos pelo Brasil, da candidata Marina Silva, por conter ofensa de caráter
pessoal à candidata Dilma Rousseff e à Coligação Com a Força do Povo,
capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Na
referida propaganda, a coligação da candidata Marina Silva alega que eventual
corrupção no âmbito da Petrobras tem financiado a base aliada dos partidos que
apoiam a Coligação com a Força do Povo. Afirma, ainda, que a candidata
Dilma Rousseff foi chamada a responder perante o Tribunal de Contas da União
pelo prejuízo causado pela negociação envolvendo a refinaria de Pasadena, uma
vez que, na época, ela fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras.
Na
ação contra a peça, a Coligação Com a Força do Povo e a candidata a reeleição
Dilma Rousseff sustentaram que na mídia veiculada no dia 25 de setembro, as
representadas não se limitaram a tecer críticas de natureza política, mas
buscaram veicular informação sabidamente inverídica em prejuízo à honra e à
imagem da candidata, atribuindo-lhe responsabilidade inexistente.
Alegaram,
ainda, que a propaganda ofende a coligação que tem o PT como um de
seus integrantes, uma vez que o acusa de sustentar sua base no Congresso com
dinheiro da corrupção, imputando conduta criminosa à agremiação.
No
mérito da representação, que será julgada pelo plenário da Corte, a Coligação
com a Força do Povo requer direito de resposta com a concessão de tempo não
inferior a um minuto correspondente a cada peça de propaganda.
Liminar
Ao
decidir, o ministro Herman Benjamin reconheceu que houve excesso no teor da
propaganda e ofensa aos partidos que compõem a coligação. “No caso dos autos,
ao menos em juízo de cognição sumária, próprio desta fase processual, entendo
que há ofensa de caráter pessoal ao PT e partidos da base aliada, bem como
exploração indevida de dado que ainda é sigiloso (delação premiada), ou seja,
cujo teor o público geral não conhece”, enfatizou em seu voto.
Segundo
o ministro, embora o escândalo da Petrobras venha sendo amplamente divulgado na
mídia, não se tem notícia de que a candidata Dilma Rousseff tenha sido
responsabilizada pelo Tribunal de Contas da União em relação à compra da
refinaria.
Lembrando
que o direito de resposta é cabível nas hipóteses em que candidatos, partidos e
coligações forem atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem
ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica,
Herman Benjamin afirmou que a suspensão da propaganda é uma medida prudente.
“Ante
o exposto, defiro a liminar, a fim de determinar a suspensão imediata da
propaganda eleitoral atacada, sob pena de fixação de multa diária”, concluiu o
relator.
MC/FP
BANCÁRIOS ENTRARAM EM GREVE
Bancários entraram em greve a partir de hoje, 30 de setembro de 2014. Greve
é um direito do trabalhador reivindicar salários e melhores condições de
trabalho, após frustrado um período de negociação. Em fim, greve é um direito
previsto na Constituição do Brasileira.
GREVE: DIREITO CONSTITUCIONAL DO
TRABALHADOR
A
greve é um direito extensivo a todos os trabalhadores, inclusive aos funcionários
públicos. Cabe aos trabalhadores decidirem quando e porque a usarão como
instrumento de pressão para que os patrões ou os governos atendam às suas
reivindicações. Por esta razão, ninguém pode ser punido por realizá-la, mesmo
que esteja em estágio probatório, no caso dos servidores municipais.
A
greve é a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, da
prestação de serviços ao empregador. Este direito é garantido pela Constituição
Federal, em seu artigo 9º: “É assegurado o direito de greve,
competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre
os interesses que devam por meio dele defender”.
REGULAMENTAÇÃO DA GREVE
A
Lei Federal nº 7.783/89 regulamenta o direito de greve. Segundo o
artigo 6º, os empregadores não podem, em hipótese alguma, constranger o
empregado para que ele volte ao trabalho ou impedir a divulgação do
movimento.
Em
seu artigo 7º, a mesma lei diz que é vedada a rescisão de contrato de trabalho,
bem como a contratação de trabalhadores substitutos, durante o período de
greve.
Qualquer
pressão ou intimidação deve ser comunicada ao sindicato.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
ABDIAS NASCIMENTO
Abdias Nascimento foi
um dos maiores ativistas pelos direitos humanos no Brasil, sendo que o seu
legado é a luta pelo povo afrodescendente brasileiro. Ele foi, além de
ativista, um grande escritor, artista plástico, teatrólogo, político e poeta,
sendo o criador do Teatro do Sentenciado (ação feita quando foi preso naPenitenciária de
Carandiru por resistir a violências racistas, em 1941). Em 1944
fundou o Teatro Experimental do Negro na cidade do Rio de Janeiro, ação que deu
início a primeira geração de atores e atrizes dramáticos negros do teatro
brasileiro, além de inspirar a literatura dramática afro-brasileira.
Dentre os eventos por
ele organizados estão o Primeiro Congresso do Negro Brasileiro (1950) e a
Convenção Nacional do Negro (1945-46) que recomendou à Assembleia Nacional
Constituinte de 1945 que desenvolvesse políticas afirmativas e a definição da
discriminação racial como crime.
A partir do Teatro
Experimental do Negro, Abdias do Nascimento assumiu em 1950 o projeto Museu de Arte Negra, sob sua
curadoria, sendo que a primeira exposição ocorreu em 1968 no Museu da Imagem e
do Som do Rio de Janeiro. Após isso, Abdias Nascimento fez uma viagem aos
Estados Unidos para reunir-se com o movimento negro norte-americano. Neste
momento, quando ele estava na cidade de Nova York, foi promulgado o Ato
Institucional n. 5 (AI-5). Isto fez com que ele estivesse no centro de
Inquéritos Policial-Militares, o que o obrigou a permanecer no exterior. Neste
período de exílio, Abdias Nascimento lecionou em várias universidades e ampliou
sua atuação como artista plástico, pintando telas que conduzem "aos
valores da civilização africana, da cultura religiosa afro-brasileira e da luta
pelos direitos humanos dos povos africanos em todo o mundo", bem como
acirrou o seu trabalho artístico na luta pelos direitos humanos dos povos
africanos em todo o mundo.
Depois de 12 anos
exilado, Abdias Nascimento voltou para o Brasil e participou do processo de
redemocratização do país auxiliando a fundar o Partido Democrático Trabalhista
(PDT) junto com Leonel Brizola. Isso deu início a sua vida política, sendo que
1983 apresentou a primeira proposta de legislação instituindo políticas
públicas afirmativas de igualdade racial. Esta foi sua bandeira de luta até
1999, enquanto senador e como titular fundador da Seafro (Secretaria de Defesa
e Promoção da População Afro-Brasileira) e da Secretaria de Direitos Humanos e
Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Abdias Nascimento
recebeu prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Mundial Herança
Africana do Centro Schomburg para Pesquisa da Cultura Negra, Biblioteca Pública
de Nova York (2001); o Prêmio Toussaint Louverture (2004) e o Prêmio Direitos
Humanos e Cultura da Paz (1997), ambos da Unesco; e o Prêmio de Direitos
Humanos da ONU (2003). Quando da 2ª Conferência Mundial de Intelectuais
Africanos e da Diáspora (2006), ação da União Africana e do Governo Brasileiro,
o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe entregou a mais alta honraria
concedida pelo Governo do Brasil: a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador.
Em 2009, recebeu o
Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial da Secretaria Especial
de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil. Além disso, Abdias
foi professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York e Doutor Honoris
Causa pelas Universidades de Brasília, Universidade Federal da Bahia,
Universidade Estadual da Bahia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e
Universidade Obafemi Awolowo da Nigéria.
Em 2010, Abdias
Nascimento foi oficialmente indicado ao
Prêmio Nobel da Paz , em função de sua defesa dos direitos
civis e humanos dos afrodescendentes no Brasil e no mundo. Em 23 de maio de
2011, Abdias do Nascimento faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Suas cinzas
foram depositadas na Serra da Barriga/Alagoas, local histórico da luta pela
liberdade dos africanos e onde, em vida, ele manifestou desejo de ser
enterrado.
A sua vida e obra
podem ser mais bem conhecidas no sítio do IPEAFRO ou no sítio
dedicado ao intelectual Abdias do Nascimento.
Em 2013, como parte
de suas políticas de Ações Afirmativas, o Ministério da Educação lançou o
Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, que objetiva oferecer
formação e capacitação a estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas e
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades em universidades, instituições de ensino superior e centros de
pesquisa de excelência no Brasil e no exterior. Entre as ações do programa
estão a concessão de bolsas de estudos, o auxílio na mobilidade internacional
de estudantes e pesquisadores e a criação de canais de cooperação entre grupos
de pesquisa brasileiros e estrangeiros.
Em 2014, Abdias do
Nascimento também foi homenageado no Prêmio Curta Histórias – 2014 que teve
como tema da edição "Personalidades Negras
Empresa é condenada por obrigar trabalhador a andar em brasas em “treinamento motivacional”
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou
provimento a um agravo com o qual a Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz
Ltda. pretendia se isentar da condenação de indenizar em R$ 50 mil um
trabalhador que foi obrigado a andar com os pés descalços num corredor de
carvão em brasas durante "treinamentos motivacionais". O caso causou
espanto entre os ministros na sessão desta quarta-feira. O presidente da Turma,
ministro Lelio Bentes Corrêa, se disse "chocado e estarrecido". "Em
12 anos de TST, nunca vi nada parecido", afirmou.
O trabalhador disse que foi obrigado, junto com outros
colegas, a caminhar em um corredor de dez metros de carvão incandescente
durante um evento motivacional da empresa. Alegou, ao pedir a indenização, que
a participação no treinamento comprometeu não só sua saúde, mas a integridade
física de todos que participaram da atividade.
A empresa confirmou que realizou o treinamento com a
caminhada sobre brasas. Entretanto, disse que a atividade foi promovida por
empresa especializada, e que a participação não foi obrigatória. Uma das
testemunhas destacou que todos, inclusive trabalhadores deficientes físicos,
tiveram que participar do treinamento e que alguns tiveram queimaduras nos pés.
Segundo a distribuidora, o procedimento não teve a
"conotação dramática" narrada pelo trabalhador, e ocorreu em clima de
descontração e alegria, sem nenhum incidente desagradável ou vexatório. Lembrou
ainda que o treinamento foi realizado dois anos antes da reclamação trabalhista
e que, assim, não seria cabível condenação por dano moral, uma vez que, na
época, o trabalhador não falou nada e continuou a trabalhar para a empresa.
Ranking e fotos comparativas
Ocupante do cargo de supervisor de vendas, o trabalhador
também alegou que todo mês a empresa submetia os supervisores a um ranking de
vendas, em campanha intitulada "Grande Prêmio Promoções", onde o
primeiro colocado tirava uma foto ao lado de uma réplica de Ferrari, e o pior
colocado ao lado de um Fusca. As fotos eram afixadas no mural da empresa e
enviadas por e-mail para todos da equipe. O funcionário com pior desempenho
também era obrigado a dançar músicas constrangedoras na frente de todos, como "Eguinha
Pocotó".
Condenação
O juiz de origem entendeu que a empresa ultrapassou
todos os limites do bom senso, por expor o empregado ao ridículo e à chacota
perante os demais colegas. "Ato repugnante, vergonhoso e humilhante e que
beira ao absurdo, sendo, por óbvio, passível de indenização por dano
moral," destacou. A empresa foi condenada a pagar R$ 50 mil a título de
dano moral, sendo R$ 10 mil em decorrência das humilhações sofridas nas
campanhas e R$ 40 mil pela caminhada sobre o carvão em brasas.
A distribuidora de medicamentos recorreu da decisão, mas
o Tribunal Regional da 3ª Região (MG) manteve a condenação e negou o seguimento
do recurso de revista.
TST
Em agravo de instrumento na tentativa de trazer o
recurso ao TST, a empresa alegou que trabalhador não comprovou o dano sofrido e
insistiu na tese de que o "treinamento motivacional de vendas e
liderança" ocorreu dois anos antes do ajuizamento da ação. O pagamento de
"prendas", segundo a empresa, era feito apenas por aquele que ficasse
em pior colocação, e a entrega de carrinhos Ferrari ou Fusca representava
"uma espécie de classificação nos resultados das vendas". Outro
argumento é que a caminhada sobre a passarela com carvão em brasa não era
obrigatória e não causou qualquer queimadura ou comprometimento da saúde e
integridade física do trabalhador.
O relator do processo, ministro Walmir Oliveira da Costa
(foto), destacou que a empresa pretendeu reabrir o debate em torno da
comprovação do dano por meio de provas, o que é inviável de acordo com a Súmula
126 do TST. Além disso, o relator destacou que "não se pode conceber, em
pleno século XXI, que o empregador submeta o empregado a situações que remetam
às trevas medievais". O fato de o treinamento motivacional apresentar ao
participante a possibilidade de caminhar por corredor de dez metros de carvão
em brasa "é o bastante para constatar o desprezo do empregador pela
dignidade humana do empregado".
O ministro destacou ainda que o acórdão do TRT deixou
evidenciado o fato ofensivo e o nexo de causalidade, ou seja, sua relação com o
trabalho. Para ele, o dano moral é consequência da conduta antijurídica da
empresa.
Durante o julgamento, na última quarta-feira (24), o
ministro Lelio Bentes foi enfático ao condenar a conduta empresarial.
"Fiquei chocado com a situação", afirmou. "É de se estarrecer
que em pleno século XXI nos deparemos com condutas tão aviltantes e que
demonstram tanta insensibilidade por parte do empregador."
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do
Trabalho para as devidas providências.
(Taciana Giesel/CF)
Processo: AIRR-92041-60.2008.5.03.0013
O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três
ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos
de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das
decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).

A SENADORA E CANDIDATA GLEISI HOFFMANN FOI SABATINADA PELO ADVOGADO MESAEL CAETANO DOS SANTOS EM RADIO COMUNITÁRIA.
O Programa Direito em Foco,
apresentado pelo Advogado Mesael Caetano dos Santos, pela Radio Bairro Novo
98.3, sabatinou no sábado 27 de setembro
de 2014, as 13 horas, a candidata ao Governo do Paraná, Senadora GLEISI
HOFFMAN, momento em que, por meia hora, a candidata respondeu perguntas relevantes do seu programa de governo, bem como, caso eleita como seria sua gestão frente aos Estado do Paraná. Presente também, seu Vice o Médico Dr. Aroldo Ferreira (PDT).
Anderson Teixeira reeleito presidente do Sindimoc
Fonte Sindimoc
Após dois dias de eleições,
encerrou-se na noite desta sexta-feira (26), às 22 horas, as votações para a
escolha da nova diretoria do Sindimoc, tendo Anderson Teixeira reeleito ao
cargo de presidente do Sindimoc para os próximos quatro anos.
Anderson Teixeira, filho de Alcir Teixeira (ex-diretor do Sindimoc), que
após a morte de seu pai colocou-se à disposição da categoria dos Motoristas e
Cobradores para disputar a eleição no sindicato no ano 2010, após tumultuada
disputa foi eleito à presidente da entidade sindical com mais de 70% dos votos
válidos, destituindo um grupo que havia a mais de 12 anos comandando o
sindicato.
Passado quatro anos após longas batalhas; lutas incansáveis; assembleias nas madrugadas com os trabalhadores em frente às empresas; dias e noites abaixo de sol, chuva ,frio, greves; lutando pelos Motoristas e Cobradores, defendendo seus direitos; procurando o respeito dos patrões e fundamentalmente dando dignidade àqueles que contribuem para o desenvolvimento da sociedade da capital paranaense; a atual diretoria se disponibilizou a dar continuidade aos trabalhos e se colocou à disposição da categoria para permanecer mais quatro anos à frente da entidade sindical o que foi acatada pela maioria dos associados ao Sindimoc, levando a reeleição a atual diretoria.
“Sinto-me orgulhoso por ter o reconhecimento da nossa categoria e por terem nos reeleito para os próximos quatro anos e principalmente por depositar em nós a credibilidade , confiança e o respeito por tudo que procuramos fazer pelos nossos companheiros, comprometo-me a dar continuidade aos trabalhos e ações que levam a melhoria da vida profissional e pessoal de cada trabalhador; até mesmo defender aqueles que não votaram em nós; pois o nosso objetivo é manter a união da nossa categoria e buscar o bem estar e dignidade profissional dos Motoristas e Cobradores. Meu muito obrigado a todos e que Deus nos abençoe nessa nossa nova caminhada”, finalizou emocionado o novo presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.
Passado quatro anos após longas batalhas; lutas incansáveis; assembleias nas madrugadas com os trabalhadores em frente às empresas; dias e noites abaixo de sol, chuva ,frio, greves; lutando pelos Motoristas e Cobradores, defendendo seus direitos; procurando o respeito dos patrões e fundamentalmente dando dignidade àqueles que contribuem para o desenvolvimento da sociedade da capital paranaense; a atual diretoria se disponibilizou a dar continuidade aos trabalhos e se colocou à disposição da categoria para permanecer mais quatro anos à frente da entidade sindical o que foi acatada pela maioria dos associados ao Sindimoc, levando a reeleição a atual diretoria.
“Sinto-me orgulhoso por ter o reconhecimento da nossa categoria e por terem nos reeleito para os próximos quatro anos e principalmente por depositar em nós a credibilidade , confiança e o respeito por tudo que procuramos fazer pelos nossos companheiros, comprometo-me a dar continuidade aos trabalhos e ações que levam a melhoria da vida profissional e pessoal de cada trabalhador; até mesmo defender aqueles que não votaram em nós; pois o nosso objetivo é manter a união da nossa categoria e buscar o bem estar e dignidade profissional dos Motoristas e Cobradores. Meu muito obrigado a todos e que Deus nos abençoe nessa nossa nova caminhada”, finalizou emocionado o novo presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.
Resultado das eleições Sindimoc 2014: 2.485 votos
válidos
Chapa 2: 2.062 votos
Chapa 3: 166 votos
Chapa 1: 126 votos
Chapa 4: 108 votos
Brancos: 04 votos
Nulos:
19 votos
85% dos votos para a Chapa Zico - 06% para a
chapa a 2ª colocada
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
GLEISI HOFFMANN ESTARÁ NO SITIO CERCADO NO PRÓXIMO SÁBADO
ENTREVISTA COM A CANDIDATA GLEISI HOFFMANN NO PROGRAMA
DIREITO EM FOCO NA RADIO BAIRRO NOVO 98.3.
O Programa Direito em Foco,
apresentado pelo Advogado Mesael Caetano dos Santos, pela Radio Bairro Novo
98.3, sabatinará no próximo sábado 27 de setembro de 2014, as 13 horas, a
candidata ao Governo do Paraná a Senadora GLEISI HOFFMAN. Fica o convite www.rbnfm.com . —
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
GLEISI HOFFMANN ESTARÁ NO SITIO CERCADO NO PRÓXIMO SÁBADO
ENTREVISTA
COM A CANDIDATA GLEISI HOFFMANN NO PROGRAMA DIREITO EM FOCO NA RADIO BAIRRO
NOVO 98.3.
O Programa Direito em Foco, apresentado pelo
Advogado Mesael Caetano dos Santos, pela Radio Bairro Novo 98.3, sabatinará no
próximo sábado 27 de setembro de 2014, as 13 horas, a candidata ao Governo do
Paraná a Senadora GLEISI HOFFMAN. Fica o convite www.rbnfm.com .
A PRESIDENTE DILMA RESSALTA A IMPORTÂNCIA DO COMBATE AO RACISMO NO BRASIL. Abertura da 69ª Assembleia Geral da #ONU
Na abertura da 69ª Assembleia Geral da #ONU, nesta quarta (24), Dilma destacou que o combate à discriminação e exclusão é um valor fundamental para a construção de uma ordem internacional. A presidenta deu como exemplo a união civil entre casais homoafetivos reconhecida pela Suprema Corte brasileira e ressaltou que direitos fundamentais devem ser protegidos de toda seletividade e politização
OAB encontra cadeirante e tuberculosos em carceragem superlotada em Curitiba
11° DP DE CURITIBA
OAB encontra
cadeirante e tuberculosos em carceragem superlotada
Via Gazeta do Povo
Delegacia abriga 161 presos, mas com
capacidade para 38. Um dos presos é homossexual e estaria sob ameaças
25/09/2014 | 03:00 | RODRIGO
BATISTA
Após uma vistoria realizada na carceragem do 11° Distrito
Policial (DP) de Curitiba, que fica na Cidade Industrial (CIC),
a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
constatou a permanência de presos em situação de risco e insalubridade. Além de
serem 161 detentos em uma carceragem superlotada, com capacidade para 38
pessoas, a OAB encontrou seis presos tuberculosos, um cadeirante e um
homossexual – que teria sofrido ameaças dos demais detentos.
Os advogados encontraram celas sem
ventilação, com umidade e sem estruturas para manter um alto número de presos.
Algumas celas tiveram os beliches retirados para abrigar mais detentos. Nessas,
há 30 pessoas amontoadas em espaço no qual não caberia mais de dez , segundo a
advogada Isabel Kugler Mendes, membro da comissão da OAB. “Eles têm que se
revezar para dormir. Enquanto dormem 20 no chão, dez ficam em pé. E eles não
tem colchão ou cama. Tem que dormir no chão”, relata a advogada.
Oito presos estão em situação mais
preocupante. Seis deles estão com tuberculose. “Um deles está escarrando
sangue”, diz Isabel. Outro preso é cadeirante e não tem condições de ser
atendido no local. “Os outros têm que levantá-lo e segurá-lo para que ele possa
fazer as necessidades”, conta. Por último, é um detento homossexual, que
estaria sob ameaças dos demais. Há ainda 23 detentos que já foram condenados e
deveriam estar no sistema penitenciário.
A comissão devem enviar um relatório sobre o caso às secretarias e
demais autoridades para pedir providências e melhorias nas instalações dos
presos. "Nós vamos trabalhar para a retirada do preso homossexual da
unidade", diz Isabel. A superlotação da carceragem do 11° DP já havia sido
relatada pelaGazeta do Povo. Este é, em tese, o único distrito da
capital que deve abrigar detentos, que é usado como centro de triagem
provisório. As celas das demais delegacias foram desativadas após determinação do governador Beto Richa, em maio de 2014.
Sem vagas
De acordo com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju)
do Paraná, há a possibilidade de os presos debilitados por causa de tuberculose
e do preso cadeirante serem transferidos para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais.
A unidade tem capacidade para 659 presos, mas está com 643. A transferência
depende, entretanto, de decisão do comitê de transferência de presos da
capital.
Sobre a superlotação e a transferência de 23 condenados, segundo a Seju
a destruição na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) durante a rebelião no final do mês de agosto, além de outro
motim ocorrido na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO), em setembro, teria limitado o número de vagas no sistema
prisional do estado. Isso ocasionou problemas nas transferências de presos com
mandado de prisão. A Seju aguarda, em princípio até o mês de outubro, para a
liberação de tornozeleiras eletrônicas, que devem ser distribuídas aos presos
e, com isso, desafogar a superlotação e resolver o problema da falta de vagas.
A respeito de melhorias na unidade, a Polícia Civil disse
que há a intenção de realizar obras na carceragem, mas não há previsão por
parte do órgão. No mês de agosto, durante o fechamento simbólicoda carceragem da Delegacia de Furtos e
Roubos (DFR) de Curitiba, o secretário de Segurança do Paraná, Leon
Grupenmacher, confirmou que a previsão era de resolução do problema da
superlotação do 11° DP em dois meses, a contar daquela data.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Preconceito racial no Brasil: algumas reflexões
Por Tamara Da Silva – Advogada
Importante lembrar que há pouco tempo
o Supremo Tribunal Federal ainda julgava a constitucionalidade das cotas
raciais em universidades públicas, despertando assim várias discussões na imprensa e nas redes
sociais sobre o racismo na sociedade brasileira.
Nesse ínterim, é possível depreender o quanto ainda persiste o mito e a
hipocrisia de que o Brasil seria uma
“democracia racial” em que, a despeito do preconceito, não haveria nem nenhum
sentimento de superioridade para com aqueles tidos como diferentes pela massa
da sociedade.
Não pretendo, aqui, contudo alimentar falácias e abrir mais debates sobre
as cotas e seus efeitos, nem tampouco discutir a questão do racismo individual
enquanto preconceito (que envolvem sentimentos, crenças etc..) daqueles que se
julgam superiores aos demais por conta de sua raça e sua posição social.
Meu
intuito com o presente é o outro. Quero
sim chamar atenção para o que ficou
ausente em meio a todas essas discussões que tangem a questão racial no Brasil,
pois bem; vamos aqui falar sobre o preconceito mascarado.
Nesta reflexão, proponho seguir a
análise da ciência social, no que tange
as relações raciais e digo raciais não apenas me referindo aos negros, mas a
todas as raças:
Poucas sociedades
passaram, nas últimas décadas, por tão profundas e rápidas transformações como
a sociedade brasileira.
Porém, mesmo tendo passado por essas
transformações, nossa sociedade ainda apresenta velhos problemas que permanecem
cada vez mais vivos. Um deles é a questão das precárias possibilidades de
acesso dos afro-descendentes, homossexuais, indígenas e todos aqueles que são
tidos como diferentes pela sociedade aos meios institucionais públicos.
Os baixos índices de
afro-descendentes, indígenas e etc.. que conseguem chegar às universidades e
dar seqüência aos seus estudos, a desproporcionalidade de renda que mantém esse
grupo de pessoas nas camadas inferiores da pirâmide social e toda sorte de
discriminação em função da cor da pele ou opção sexual e não em razão de suas
capacidades, são indicativos disso, da crueldade da sociedade que discrimina
pela cor e pelo gênero, banindo da sociedade aqueles que não estão de acordo
com o padrão.
Essa realidade é visível nos
bancos escolares, nas empresas e nos órgãos institucionais, onde o fato do
poder político concentra-se nas mãos de uma minoria o que agrava ainda mais a
situação de injustiça social e de tolhimento do exercício da cidadania.
E o que sobra para essa parcela de
gente que é discriminada “feito “ uma coisa ruim”?
Para se contrapor a essa discriminação surgem movimentos no meio da
sociedade que buscam resgatar a dignidade daqueles que foram alijados da
possibilidade de ascensão social por causa da cor da sua pele, gênero ou opção
sexual.
Movimentos que lutam para verem os seus direitos assegurados.
Atualmente, temos uma lei que reserva vagas, mediante cotas em universidades e
alguns concursos públicos, contudo o racismo e a discriminação de gênero
no Brasil se apresenta como um dos grandes desafios a serem superados pela
população principalmente para essa massa que sofre o preconceito diariamente,
seja no trabalho, na escola ou nas universidades, já que esta condição,
acrescida da distribuição injusta da riqueza e dos inúmeros benefícios gerados
pela política econômica à classe dominante, relegam a grande maioria a
condições extremamente precárias de sobrevivência.
Acredito que a luta política pela igualdade de raça e gênero não está desconectada
da luta pelo fim de uma sociedade que tende a homogeneizar culturas,
hierarquizar e coisificar as relações entre as pessoas que, em última
instância, estão condenadas a serem reduzidas simultaneamente a consumidores e
mercadorias.
Assim sendo, entendo que para que homens e mulheres sejam humanamente
emancipados de fato– já que a emancipação política já ocorreu pelo menos na
teoria– e assim tenham todas as mesmas condições de desenvolver suas
potencialidades e uma autêntica individualidade, se faz necessário, antes de
tudo, repensar radicalmente este modelo de organização da vida econômica,
social e política, desmascarar o preconceito, encarar a realidade, sim nós
brasileiros somos um pais preconceituosos, temos dificuldade de lidar com os
diferentes de aceitar aqueles que fogem um padrão tido como modelo.
Só assim estaremos finalmente
trabalhando para um futuro onde o preconceito de fato tenha ficado para trás.
Dra. Tamara da
Silva é advogada e Membro da Comissão de Igualdade Racial e Gênero da OAB/PR
Veja a íntegra do discurso de Dilma Rousseff na ONU
A presidente
brasileira abriu a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas,
Confira a íntegra do discurso:
"Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral
das Nações Unidas,Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e Senhores,
Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação
em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o
Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos
desta Sessão da Assembleia-Geral. Conte, Excelência, com o apoio
permanente de meu Governo.
Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar
o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido
em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às
famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.
O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier,
merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação
em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.
Senhor Presidente,
Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual
atribuo a maior relevância e gravidade. Recentes revelações sobre as
atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram
indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.
No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como
alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente
objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto
valor econômico e mesmo estratégico - estiveram na mira da espionagem.
Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão
Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República
tiveram suas comunicações interceptadas.
Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o
Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações
entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania
firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à
segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de
direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.
Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando
essa espionagem. Não se sustentam argumentos de que a interceptação
ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo. O
Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se. Repudia, combate e não dá
abrigo a grupos terroristas.
Somos um país democrático, cercado de países democráticos,
pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os
nossos vizinhos há mais de 140 anos.
Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a
censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à
privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à
privacidade - não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e,
portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base
para o relacionamento entre as nações.
Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação
dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de
informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo,
de desrespeito à soberania nacional do meu país.
Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto,
exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não
se repetirão. Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma
parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir
que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.
O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se
de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação
ilegal de comunicações e dados. Meu governo fará tudo que estiver a
seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de
todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos
trabalhadores e de nossas empresas.
O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de
dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige
resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o
novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as
condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como
arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra
sistemas e infraestrutura de outros países.
A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de
regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a
importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia
no mundo Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o
estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da
internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por
ela trafegam. Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos
multilaterais capazes de garantir princípios como:
1 - Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e
respeito aos direitos humanos.
2 - Da Governança democrática, multilateral e aberta,
exercida com transparência, estimulando a criação coletiva e a
participação da sociedade, dos governos e do setor privado.
3 - Da universalidade que assegura o desenvolvimento social
e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias.
4 - Da diversidade cultural, sem imposição de crenças,
costumes e valores.
5 - Da neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios
técnicos e éticos, tornando inadmissível restrições por motivos políticos,
comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza.
O aproveitamento do pleno potencial da internet passa,
assim, por uma regulação responsável, que garanta ao mesmo tempo liberdade
de expressão, segurança e respeito aos direitos humanos.
Senhor presidente, senhoras e senhores,
Não poderia ser mais oportuna a escolha da agenda
de desenvolvimento pós-2015 como tema desta Sessão da Assembleia-Geral.
O combate à pobreza, à fome e à desigualdade constitui o maior desafio de nosso tempo.
O combate à pobreza, à fome e à desigualdade constitui o maior desafio de nosso tempo.
Por isso, adotamos no Brasil um modelo econômico com
inclusão social, que se assenta na geração de empregos, no fortalecimento
da agricultura familiar, na ampliação do crédito, na valorização do
salário e na construção de uma vasta rede de proteção social,
particularmente por meio do nosso programa Bolsa Família.
Além das conquistas anteriores, retiramos da extrema
pobreza, com o Plano Brasil sem Miséria, 22 milhões de brasileiros, em
apenas dois anos. Reduzimos de forma drástica a mortalidade infantil.
Relatório recente do UNICEF aponta o Brasil como país que promoveu uma das
maiores quedas deste indicador em todo o mundo.
As crianças são prioridade para o Brasil. Isso se traduz no
compromisso com a educação. Somos o país que mais aumentou o investimento
público no setor educacional, segundo o ultimo relatório da OCDE. Agora
vinculamos, por lei, 75% de todos os royalties do petróleo para a educação
e 25% para a saúde.
Senhor presidente,
No debate sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 devemos
ter como eixo os resultados da Rio+20. O grande passo que demos no
Rio de Janeiro foi colocar a pobreza no centro da agenda do
desenvolvimento sustentável. A pobreza, senhor presidente, não é um
problema exclusivo dos países em desenvolvimento, e a proteção ambiental
não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada.
O sentido da agenda pós-2015 é a construção de um mundo no
qual seja possível crescer, incluir, conservar e proteger. Ao
promover, senhor presidente, a ascensão social e superar a
extrema pobreza, como estamos fazendo, nós criamos um imenso contingente
de cidadãos com melhores condições de vida, maior acesso à informação e
mais consciência de seus direitos.
Um cidadão com novas esperanças, novos desejos e novas
demandas. As manifestações de junho, em meu país, são parte indissociável
do nosso processo de construção da democracia e de mudança social. O
meu governo não as reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das
ruas. Ouvimos e compreendemos porque nós viemos das ruas. Nós nos formamos
no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa
base.
Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Os
manifestantes pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais
participação e mais conquistas sociais.
No Brasil, foi nessa década, que houve a maior redução de desigualdade
dos últimos 50 anos. Foi esta década que criamos um sistema de proteção
social que nos permitiu agora praticamente superar a
extrema pobreza. Sabemos que democracia gera mais desejo de
democracia. Inclusão social provoca cobrança de mais inclusão social.
Qualidade de vida desperta anseio por mais qualidade de vida.
Para nós, todos os avanços conquistados são sempre só um
começo. Nossa estratégia de desenvolvimento exige mais, tal como querem
todos os brasileiros e as brasileiras. Por isso, não basta ouvir, é
necessário fazer. Transformar essa extraordinária energia das
manifestações em realizações para todos.
Por isso, lancei cinco grandes pactos: o pacto pelo Combate
à Corrupção e pela Reforma Política; o pacto pela Mobilidade Urbana, pela
melhoria do transporte público e por uma reforma urbana; o pacto pela Educação, nosso grande passaporte para o futuro, com o auxílio dos royalties e do fundo social do petróleo; o pacto pela Saúde, o qual prevê o envio de médicos para atender e salvar as vidas dos brasileiros que vivem nos rincões mais remotos e pobres do país; e o pacto pela Responsabilidade Fiscal, para garantir a viabilidade dessa nova etapa.
melhoria do transporte público e por uma reforma urbana; o pacto pela Educação, nosso grande passaporte para o futuro, com o auxílio dos royalties e do fundo social do petróleo; o pacto pela Saúde, o qual prevê o envio de médicos para atender e salvar as vidas dos brasileiros que vivem nos rincões mais remotos e pobres do país; e o pacto pela Responsabilidade Fiscal, para garantir a viabilidade dessa nova etapa.
Senhoras e Senhores,
Passada a fase mais aguda da crise, a situação da economia
mundial ainda continua frágil, com níveis de desemprego
inaceitáveis. Os dados da OIT indicam a existência de mais de 200 milhões
de desempregados em todo o mundo. Esse fenômeno afeta as populações
de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação. Os países emergentes, sozinhos, não podem garantir a retomada do crescimento global. Mais do que nunca, é preciso uma ação coordenada para reduzir o desemprego e restabelecer o dinamismo do comércio internacional.
Este é o momento adequado para reforçar as tendências de crescimento da economia mundial que estão agora dando sinais de recuperação. Os países emergentes, sozinhos, não podem garantir a retomada do crescimento global. Mais do que nunca, é preciso uma ação coordenada para reduzir o desemprego e restabelecer o dinamismo do comércio internacional.
Estamos todos no mesmo barco. Meu país está recuperando
o crescimento apesar do impacto da crise internacional nos últimos anos.
Contamos com três importantes elementos: i) o compromisso com políticas
macroeconômicas sólidas; ii) a manutenção de exitosas políticas sociais
inclusivas; iii) e a adoção de medidas para aumentar nossa produtividade
e, portanto, a competitividade do país.
Temos compromisso com a estabilidade, com o controle da
inflação, com a melhoria da qualidade do gasto público e a manutenção de
um bom desempenho fiscal. Seguimos, senhor presidente, apoiando a
reforma do Fundo Monetário Internacional.
A governança do fundo deve refletir o peso dos países
emergentes e em desenvolvimento na economia mundial. A demora nessa
adaptação reduz sua legitimidade e sua eficácia.
Senhoras e senhores, senhor presidente
O ano de 2015 marcará o 70º aniversário das Nações Unidas e
o 10º da Cúpula Mundial de 2005. Será a ocasião para realizar a reforma
urgente que pedimos desde aquela cúpula. Impõe evitar a derrota
coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança
capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje.
É preocupante a limitada representação do Conselho de
Segurança da ONU, face os novos desafios do século XXI. Exemplos
disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e
a paralisia no tratamento da questão israelo-palestina.
Em importantes temas, a recorrente polarização entre os
membros permanentes gera imobilismo perigoso. Urge dotar o Conselho
de vozes ao mesmo tempo independentes e construtivas. Somente a ampliação
do número de membros permanentes e não permanentes, e a inclusão de países
em desenvolvimento em ambas as categorias, permitirá sanar o atual déficit
de representatividade e legitimidade do Conselho.
Senhor presidente,
O Debate Geral oferece a oportunidade para reiterar os
princípios fundamentais que orientam a política externa do meu país e
nossa posição em temas candentes da realidade e da atualidade
internacional. Guiamo-nos pela defesa de um mundo multilateral, regido
pelo Direito Internacional, pela primazia da solução pacífica dos
conflitos e pela busca de uma ordem solidária e justa – econômica e
socialmente.
A crise na Síria comove e provoca indignação. Dois anos e
meio de perdas de vidas e destruição causaram o maior desastre humanitário
deste século. O Brasil, que tem na descendência síria um importante
componente de nossa nacionalidade, está profundamente envolvido com este
drama.
É preciso impedir a morte de inocentes, crianças, homens,
mulheres e idosos. É preciso calar a voz das armas – convencionais ou
químicas, do governo ou dos rebeldes. Não há saída militar. A única
solução é a negociação, o diálogo, o entendimento.
Foi importante a decisão da Síria de aceder à Convenção
sobre a Proibição de Armas Químicas e aplicá-la imediatamente. A
medida é decisiva para superar o conflito e contribui para um mundo livre
dessas armas. Seu uso, reitero, é hediondo e inadmissível em
qualquer situação.
Por isso, apoiamos o acordo obtido entre os Estados Unidos e
a Rússia para a eliminação das armas químicas sírias. Cabe ao Governo
sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo. Em
qualquer hipótese, repudiamos intervenções unilaterais ao arrepio do
Direito Internacional, sem autorização do Conselho de Segurança.
Isto só agravaria a instabilidade política da região e
aumentaria o sofrimento humano. Da mesma forma, a paz duradoura entre
Israel e Palestina assume nova urgência diante das transformações por que
passa o Oriente Médio. É chegada a hora de se atender às legítimas
aspirações palestinas por um Estado independente e soberano.
É também chegada a hora de transformar em realidade o
amplo consenso internacional em favor de uma solução de dois Estados.As
atuais tratativas entre israelenses e palestinos devem gerar resultados
práticos e significativos na direção de um acordo.
Senhor presidente, senhoras e senhores,
A história do século XX mostra que o abandono do
multilateralismo é o prelúdio de guerras, com seu rastro de miséria humana
e devastação. Mostra também que a promoção do multilateralismo rende
frutos nos planos ético, político e institucional. Renovo, assim, o
apelo em prol de uma ampla e vigorosa conjunção de vontades políticas que
sustente e revigore o sistema multilateral, que tem nas Nações Unidas seu
principal pilar.
Em seu nascimento, reuniram-se as esperanças de que a
humanidade poderia superar as feridas da Segunda Guerra Mundial. De
que seria possível reconstruir, dos destroços e do morticínio, um mundo
novo de liberdade, de solidariedade e prosperidade. Temos todos a
responsabilidade de não deixar morrer essa esperança tão generosa e tão
fecunda.
Muito obrigada, senhores e senhoras."
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