
O
termo Cangaço é proveniente de canga, uma peça de madeira
utilizada em pescoços de boi para transporte. Como os chamados cangaceiros tinham
que carregar todos seus pertences junto ao corpo, deu-se o nome a partir da
associação. O primeiro homem a ter agido como cangaceiro teria sido José
Gomes ou Cabeleira, como era chamado. Diz-se que ele
aterrorizava a região de Recife na segunda metade do século XVIII. Mas o
movimento só ganhou corpo mesmo no final do século XIX. Nesta época, o nordeste
passava por momentos difíceis e homens criminosos espalhavam o terror com suas
vidas nômades. Já o primeiro grupo propriamente dito foi o de Jesuíno
Alves de Melo Calado, chamado de Jesuíno Brilhante, que também
praticou seus atos criminosos na segunda metade do século XVIII.
As
origens do movimento estão nas próprias questões sociais e fundiárias do
Nordeste. Para enfrentar tal panorama, homens isolados ou em bandos assaltavam
fazendas, sequestravam e matavam coronéis e saqueavam o que podiam. Os
cangaceiros, em geral, viviam cometendo crimes, fugindo e se escondendo. Mas havia
três grupos no Cangaço. Um deles prestava serviço aos próprios latifundiários,
logo, não eram tão fugitivos assim.
Havia
um segundo grupo que representava mais ainda os poderes locais dos fazendeiros,
tanto que eram conhecidos como “políticos”. Estes, consequentemente, gozavam
até de certa proteção. Somente um terceiro grupo que era independente e que
praticava uma vida bandida por conta própria. Todos eles, contudo, conheciam
bem a natureza do cerrado brasileiro e,
por isso, tinham ampla vantagem na hora de fugir das autoridades. Era da
natureza também que tiravam todos os recursos para enfrentar as adversidades.
O
cangaceiro mais famoso da história, sem dúvidas, foi Virgulino Ferreira
da Silva, o Lampião. Sua
importância para o movimento é tamanha que, por vezes, é chamado de Senhor do
Sertão ou Rei do Cangaço. Suas ações são bem mais recentes, junto com seu
grupo, atuou nas décadas de 1920 e 1930 em quase todo o nordeste do país.
Lampião tinha uma personalidade dúbia. Para as autoridades era um criminoso
brutal que precisava ser eliminado. Para a população da região era o símbolo de
bravura e de honra.
O Cangaço permaneceu
vivo por tanto tempo na história do Brasil porque os próprios latifundiários
desejavam. Eles o mantinham ativo, pois era alternativa para cobrança de dívida
e uma possibilidade para formar os exércitos mercenários em caso de disputas de
famílias. O fenômeno só foi atacado definitivamente por ação do Estado no
governo de Getúlio Vargas. Este determinou que qualquer foco de
desordem no território deveria ser eliminado e empreendeu uma caçada por
Lampião, símbolo do Cangaço. Todos os cangaceiros que não se rendiam eram
mortos pelo governo, o que aconteceu com Virgulino no dia 28 de julho de 1938.
Vários cangaceiros foram degolados e suas cabeças foram conservadas para
exposição no nordeste, como forma de demonstração do que aconteceria com os não
cumpridores da ordem.
Depois
do fim de Lampião, chefes de outros bandos se entregaram. O último grupo famoso
foi o de Cristino Gomes da Silva Cleto, conhecido como Corisco,
que chegou ao fim no dia 25 de maio de 1940 com a morte de seu líder.
Fontes:
http://www.eunapolis.ifba.edu.br/informatica/Sites_Historia_EI_31/cangaco/Site/Cangaco.html
http://pt.scribd.com/doc/19829897/O-Cangaco
http://www.eunapolis.ifba.edu.br/informatica/Sites_Historia_EI_31/cangaco/Site/Cangaco.html
http://pt.scribd.com/doc/19829897/O-Cangaco
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