Por Gabriella
Porto
A
palavra Harém deriva da palavra árabe "haram",
que significa "lugar proibido; sacrossanto", que por sua vez é vem da
palavra "ḥarīm",
que é um lugar inviolável para os membros femininos da família,
proibido aos homens. Os haréms são compostos por esposas e, muitas vezes, por
escravas sexuais conhecidas como concubinas.
O
isolamento feminino do Islã enfatiza a proibição da quebra ilegal da
privacidade de um harém. Este, por sua vez, não é necessariamente formado
apenas por mulheres com as quais o patriarca da família mantém relações
sexuais, mas também podem ser formados por filhas jovens, outras parentes
mulheres etc.
O
Harém Imperial dos sultões otomanos, costumava alojar muitas dezenas de
mulheres ao mesmo tempo, incluindo esposas. Ele também abrigava a
mãe do sultão, as filhas e outras parentes, bem como eunucos e escravas, que
serviam as outras mulheres. Os filhos dos sultões também viviam no Harem, até
que completassem 16 anos de idade. Algumas mulheres do harém otomano,
especialmente esposas, mães e irmãs de sultões, desempenharam papéis políticos
importantes na história do império, sendo, por muitas vezes, mencionado que o
império era governado de um harém. Hürrem Sultan (esposa de Suleiman, o
Magnífico, mãe de Selim II) e Kösem Sultan (mãe de Murad IV) foram as duas
mulheres mais poderosas da história do Império Otomano.
A
palavra harém é comumente aplicada apenas a famílias muçulmanas, mas o sistema
era comum para a maioria das comunidades orientais antigas, principalmente onde
a poligamia era permitida. Fora da cultura islâmica, é sabido que os
Faraós egípcios demandavam constantemente que governadores das províncias lhes
enviassem servas de bela aparência. Na América precolombina, o governante asteca Montezuma II,
matinha 4.000 concubinas. Na cultura asteca, a todos
os membros da nobreza era permitido ter quantas amantes conseguissem sustentar.
A instituição do
harém criou um certo fascínio no imaginário ocidental, especialmente durante a
Era do Romantismo, e foi um tópico central do orientalismo nas artes, em parte
devido aos escritos do aventureiro Richard Burton. Muitos ocidentais imaginavam
um harém como um bordel formado por muitas jovens sensuais, com o único
propósito de agradar a um homem poderoso. Muito desse pensamento ficou
registrado na arte a partir desse período, geralmente retratando grupos de
mulheres atraentes deitadas nuas em piscinas.
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